sábado, 14 de fevereiro de 2009

Melhor assim

Estava tão bem longe de vc
E quando menos espero
Você reaparece
Tudo estremece
Fico sem chão
Perco a razão
Diminuo
Sumo
...
Estava interessada naquele cara faz tempo. Para sua surpresa ele se aproxima.
- Tem isqueiro?
- Não fumo.

Foi num samba

Portuga, me encanta. Deleito!
Quase perfeito!
Muso, inspira.
Chega perto, bem juntinho.
Derreto, quase morro.
Não é paixão, mas gera tesão.
Gostoso, magrelo.
Te quero!
Te quero!
Chovia, chovia muito.
Era noite de lua cheia. Andava depressa.
A água molhava seu corpo. Parou. Chorou. E se misturou às lágrimas.
Aquele dia não voltou para casa. Derreteu. Escorreu pelo ralo.
- Está escrevendo o quê? Posso ver?
- Nada, besteirinhas.
Mau-humor.
Uma droga. Estraga o dia.
Reparou como a gente tem se esbarrado?
Acredita em destino?
E o homem quis o progresso. E o progresso fudeu o homem.
- Reparou?
- O quê?
- Não existe tem bom para trabalhar. Se chove tem vontade de ficar em casa. Se faz sol, de ir à praia.

Regrets

Triste
Penso no que não fiz
E vou dormir

CRUEL

A vida às vezes é engraçada. Mesmo a pessoa mais forte passa por momentos de fraqueza. Nem diria fraqueza, mas cansaço. Ser forte sempre cansa!

Morei numa casa que tinha ratos. Sabe como eu os matava? Jogava inseticida. É. Isso mesmo. Inseticida. Daqueles de matar mosquito. São poderosos! Colocava os cachorros para farejar os bichos e os encurralava com a vassoura. Aí entrava em campo o inseticida. Shiiiiiiii!

Fazia isso passando mal. Eu me sentia muito cruel, mas aprendi a me virar... Era horrível, mas aquilo foi uma das coisas que me fez perceber que aquele homem ao meu lado era um inútil. Não servia para mais nada... Fui embora.
Aquela menina não era confiável. Já fez coisas horríveis como matar uma formiga sem querer.
Feliz a criança brinca na Lagoa
Desce até o deck
Procura o pato com o bico vermelho
Acha, aponta pro bicho
e ri sozinho, feliz
Corre entre as árvores
E não se preocupa com a chuva que começa a cair
Amassa a terra molhada, pisa, faz lama
De cabelo curto mal cortado
Olhos verdes saltitantes
Cílios longos
Dentuço
O menino é Feliz
e nem lembra a ausência da mãe

Pandora danada... Não é que resolveu abrir a caixinha?!

Desde criança sempre gostei de escrever e mostrava o que fazia para todo mundo, sem pudor. Era o orgulho de mamãe!

Mas passei um bom tempo sem escrever nada que não fossem textos jornalísticos e quando voltei a pôr meus rabiscos no papel me descobri uma menina medrosa, que não conseguia mostrar o que escrevia a ninguém! Eram intimidades, na maioria das vezes apenas desabafos. Escrevia porque me fazia bem, mas nada que tivesse vontade de levar a público!

Mas aos poucos voltei a escrever sobre tudo, como quando era criança. Casos, descasos e acasos, o mundo ao meu redor, o mundo dentro de mim, o meu Rio de Janeiro querido, o mundo louco... Poemas, crônicas, contos...

Tenho vontade de gritar! Quero descobrir e ser descoberta. Já é hora de perder o medo... De me expôr? De ser criticada? De ser julgada? Pouca importa!

Seja bem-vindo & have fun!

15/fev/09


obs: aqui a reforma ortográfica ainda não chegou e meus vôos têm acento. Hahaha!